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- Sinais de Pausa | Companhia Paulo Ribeiro - José Saramago dança no Teatro Diogo Bernardes - A Dança Contemporânea no seu apogeu | 4 de Dezembro – 20h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima
Sinais de Pausa | Companhia Paulo Ribeiro - José Saramago dança no Teatro Diogo Bernardes - A Dança Contemporânea no seu apogeu | 4 de Dezembro – 20h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima
Sexta-feira, 4 de Dezembro, às 20h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, espectáculo de dança contemporânea Sinais de Pausa, pela Companhia Paulo Ribeiro, com conceito, coreografia e interpretação de São Castro e António M Cabrita, numa coprodução Teatro Viriato, Viseu; Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; Casa da Criatividade/Câmara Municipal de São João da Madeira.
Sinais de Pausa
São Castro e António M Cabrita
Sinais de Pausa marca o regresso dos coreógrafos/bailarinos São Castro e António M Cabrita à interpretação. Um dueto, coreografado pelos próprios, que procura questionar como o corpo reage ao tempo e como a memória física de que somos feitos se torna matéria visível em palco.
Para esta criação, os coreógrafos deixam-se inspirar pelo universo da escrita de José Saramago. As fragilidades e contradições do ser humano, a invocação do passado com um olhar no presente, o diálogo que é presença constante no interior da instância narrativa, o tempo comparado a um harmónio, a desordem revolucionária do uso da pontuação – ponto final e vírgula – como o próprio gosta de chamar: sinais de pausa.
O corpo em ação, veículo de escrita coreográfica traduzida em movimento atlético e perspicaz, poético e de gesto simples. O corpo como o mundo. Como Saramago o vê: “O mundo tem muito mais para me dizer do que aquilo que sou capaz de entender. Daí que me tenha de abrir a um entendimento sem baías, de forma a que tudo caiba nele”.
Ponto final.
Em entrevista ao Observador, António M Cabrita esclareceu que o objetivo não foi “que o espectador esteja a fazer esse exercício exaustivo de estar a tentar compreender” e identificar as várias obras e personagens em que se inspiraram.
“Mas, quem for conhecedor de alguma das obras, provavelmente vai reconhecer, em várias partes da peça, essas âncoras, que são âncoras criativas para nós”, referiu, dando como exemplo a luz branca que permanece em palco durante boa parte do espetáculo, remetendo para a obra “Ensaio sobre a Cegueira”.
“Objeto Quase”, “Memorial do Convento”, “A Viagem do Elefante”, “As Intermitências da Morte” e alguns textos dos “Cadernos de Lanzarote” foram algumas das obras que serviram de inspiração.
São Castro frisou que “Saramago faz belissimamente a ponte entre ele próprio como escritor e o leitor”.
“Ele convida o leitor a entrar nas suas obras, ele desafia o leitor, por isso, acho que é a nossa peça que mais tem contacto com o público no sentido do olhar, de entrarmos na plateia e querermos que o público suba até onde nós estamos e que consigamos viver aquele momento juntos”, realçou.
Trata-se de mais uma co-produção do Teatro Diogo Bernardes, desta feita com uma das mais conceituadas estruturas, em contextos nacionais e internacionais, na área da dança contemporânea.
- Conceito, coreografia e interpretação São Castro e António M Cabrita
- Desenho de luz Nuno Meira
- Cenografia Fernando Ribeiro
- Produção Companhia Paulo Ribeiro
- Coprodução Teatro Viriato, Viseu; Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; Casa da Criatividade/Câmara Municipal de São João da Madeira
A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa Cultura/Direção-Geral das Artes
Bilhetes à venda (4,00€) no Teatro Diogo Bernardes e em teatrodiogobernardes.bol.pt.
Mais informações pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.