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Festival Percursos da Música já é uma referência cultural
A diversificação de géneros dos dezoito espetáculos, todos de enorme qualidade e o seu enquadramento no património arquitetural da vila constituíram um dos eixos fortes deste Festival. A adesão foi francamente positiva, embora a formação sustentada de públicos seja uma tarefa que gradualmente se vai implementando, no entanto o festival contribui eficazmente para que Ponte de Lima se afirme como uma terra de cultura. Artistas de grande craveira, vindos de todo o país e do estrangeiro, dignificaram sobremaneira todos os eventos que mereceram a atenção da imprensa especializada, como o Jornal de Letras, nas palavras elogiosas de Manuela Paraíso. "" contou, também, com a presença do Diretor-Adjunto da Antena 2, João Almeida, que enriqueceu com os seus comentários o Concerto com os pianistas catalães, Carlos Lama e Sofia Cabruja. Esta colaboração atesta bem o caminho sólido deste Festival e o seu reconhecimento gradual no país.
Assim a vila animou-se com TangoX4, a Tertúlia do Fado de Coimbra, Música Tradicional dos "Realejo", Percussão com as "Tucanas", grupos corais, português, "Coro Anonymus" e inglês, "Coro de St. Martin", música de câmara, com o Ensemble de Sopros da Academia de Música de Ponte de Lima, polo da AMFF, o Sexteto CMSM, as Guitarras 4por4, o violoncelista francês Renaud Déjardin e o pianista russo Léon Kishkin, o Concerto de Piano e Orquestra da AMFF, com Olga Amaro, e o barítono José d'Eça com o pianista Álvaro Teixeira Lopes.
O público pôde, ainda, deliciar-se com os solistas Margarida Prates, ao piano e João Diogo Leitão à guitarra, bem como com a palestra sobre o compositor barcelense Miguel Ângelo que contou com a participação da conferencista e professora universitária Ana Maria Liberal e o pianista Edgar Cardoso.
Para além do Concerto comentado por João Almeida, outros espetáculos foram igualmente ilustrados por Margarida Prates, de Lisboa e colaboradora assídua da Antena 2 e Eugénia Moura, diretora da AMFF e diretora artística do Festival, o que permitiu uma audição mais atenta e participada por parte dos espetadores.
As exposições de Fotografia e de Pintura, na Capela das Pereiras e na Torre da Cadeia respetivamente, mostraram uma outra abordagem de um Festival que se propôs, desde a primeira edição, divulgar os diferentes caminhos da música, simultaneamente na sua especificidade e nas suas ligações às outras artes. Finalmente, de salientar o protocolo entre o Festival, na figura da Academia de Música, e os Solares de Portugal, o que permitiu aos artistas fruir da estadia no Paço de Calheiros. Todos eles foram unânimes em manifestar o seu agrado pelo conhecimento desta rede e o seu prazer por dela terem usufruído. O próximo ano trará, seguramente, outras surpresas. A mesma exigência de qualidade aliada à exploração de novos locais e de novos artistas serão desafios para a organização do Festival e para o público que esperamos continuar fiel e cada vez mais assíduo no seu apoio e participação.