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Festival Percursos da Música 2015 – Ponte de Lima 8 de Julho – Marina Pacheco & Olga Amaro em Concerto / 9 de Julho – Tó Trips / Guitarra Makaka – Danças a um Deus Desconhecido
Depois de realizados 10 espectáculos/concertos até ao momento, aconselhamos vivamente os dois próximos, marcados para hoje e amanhã, 8 e 9 de Julho, bem como os que serão realizados posteriormente, os recitais de piano de 19, 21, 22 e 24 de Julho.
A noite de hoje apresenta-nos Marina Pacheco & Olga Amaro em Concerto, no Largo de S. João, a partir das 22h00, naquele que se espera venha ser mais um momento marcante em termos musicais.
Marina Pacheco (soprano) e Olga Amaro (piano) iniciaram o seu projecto em 2011, apresentando-se em público, pela primeira vez, no dia 1 de Outubro - Dia Mundial da Música - em Ponte de Lima. Desde então, o duo tem realizado inúmeros recitais pelo país e estrangeiro, recebendo sempre cumprimentos muito elogiosos e reacções calorosas por parte do público. Em Outubro de 2011, foram galardoadas no 5.º Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa, no Teatro S. Luiz, em Lisboa. Foram convidadas a actuar no Ciclo de Música do Museu Romântico do Porto (Março, 2012), a integrar a programação da Casa das Artes de Famalicão (Março, 2012) e a realizar o concerto de abertura do Festival Percursos da Música de Ponte de Lima (Julho, 2012). Neste último, iniciaram uma parceria com o actor/encenador Pedro Lamares, da qual resultou o espectáculo "Viagem a Buenos Aires".
O percurso de Marina Pacheco & Olga Amaro começou com "A Canção e a Ópera" que, pela forte adesão do público, impulsionou as artistas a criar novos projectos como "Colóquios Camilianos", "Viagem a Buenos Aires" e, mais recentemente, Canções de Lemúria", "Dream in Concert" e "Love Letters". Em 2012, iniciaram a incursão pelo estrangeiro, com concertos no Festival de Música de Tossa de Mar e no XI Festival de Música de Besalú, em Espanha. Também nesse ano estrearam-se na Casa da Música num Recital na Sala 2 que teve casa cheia.
Em 2013, foi lançado pela Parlophone o disco "Canções de Lemúria" com obras de compositores portugueses compostas para o duo. Um espectáculo homónimo, com encenação de Pedro Lamares, nasceu e foi apresentado em vários teatros e espaços culturais, nomeadamente Teatro Diogo Bernardes (estreia) e Casa da Música.
Para quinta-feira, dia 9 de Julho, também às 22h00, desta vez na Escadaria da Capela das Pereiras, o Festival Percursos da Música apresenta Tó Trips, guitarristas da banda portuguesa Dead Combo, que se apresentará a solo para apresentar o seu mais recente trabalho: "Guitarra Makaka - Danças a um Deus Desconhecido".
Co-fundador de marcos da recente música nacional, como é o caso dos Lulu Blind ou Dead Combo, e membro da fase final dos Santa Maria Gasolina em Teu Ventre, Tó Trips lançou em 2009 o seu primeiro álbum a solo, ‘Guitarra 66', pela Mbari, efusivamente recebido pela crítica. Lindo registo de música crua, aberta, generosa, de espírito nomádico, encaixa as pistas e materializações que Trips dava já nos Dead Combo.
O meta-fado de Paredes, a música de fantasminhas da boémia lisboeta, a tradição cubana como vista por Marc Ribot, o lado mais lírico do western spaghetti de Ennio Morricone ou o encontro ibero-árabe do flamenco, deixando-nos com uma linguagem que entretece todos estes vocabulários e o torna uma língua sua, real como só os verdadeiramente bons e honestos o conseguem ser.
Guitarrista do melancólico e do luminoso, transforma em som um homem que é profundamente português, fascinado pelas viagens - reais, internas, imaginárias e impossíveis.
Regressou nesta Primavera de 2015 com o novo disco "Guitarra Makaka - Danças a um Deus Desconhecido". E mais uma vez não se deixa Tó prender a fórmulas, não obstante possuir, à guitarra, um estilo particularmente distinto. Isto é, o aparecimento de um novo disco a solo seu deve-se, antes de mais, à necessidade de documentar o desenvolvimento e exploração de uma nova linguagem. Mais concretamente à guitarra Resonator, com os seus cones metálicos a ampliar de modo natural o som e raízes associadas a ícones como Tampa Red ou Bukka White. Não que Tó finja aqui ser quem não é - aliás, mais longe do blues do delta do Mississippi não podia estar. Afinal, o seu interesse na tradição será apenas por aquilo que - na acepção real do termo - ela possui de mais primitivo. Isto é, o seu projecto é efectivamente o da prossecução daquilo que, em rigor, nas cordas de aço, nunca existiu em lugar nenhum.
Daí que se socorra da alegoria da "ilha imaginária", embora trabalhe igualmente no sentido de evocar memórias específicas.
No fundo, mais não se fala do que de uma música que soube fazer do isolamento uma fortaleza e da independência o melhor que tem a dar de si. Levem-na convosco para uma ilha deserta que não se irão arrepender.
Aconselhamos que acompanhem todos os detalhes dos concertos, recitais e demais espectáculos, sobretudo currículos, resumos, imagens, vídeos e programas e/ou alinhamentos a executar, no evento criado no facebook: https://www.facebook.com/events/846202535428049/ ou em https://www.facebook.com/teatro.diogo.bernardes - página oficial do Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima.
Todas as informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.