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- “O Fim da Clausura | Os últimos anos de funcionamento da Cadeia Velha de Ponte de Lima” | Exposição de Joana Rodrigues da Silva | Torre da Cadeia Velha – Ponte de Lima – 17 de Abril a 2 de Maio de 2015
“O Fim da Clausura | Os últimos anos de funcionamento da Cadeia Velha de Ponte de Lima” | Exposição de Joana Rodrigues da Silva | Torre da Cadeia Velha – Ponte de Lima – 17 de Abril a 2 de Maio de 2015
Cultura
17 Abril 2015
Na próxima sexta-feira, dia 17 de Abril, pelas 18h30, terá lugar a inauguração da exposição de Joana Rodrigues da Silva, intitulada “O Fim da Clausura | Os últimos anos de funcionamento da Cadeia Velha de Ponte de Lima”, que estará patente até ao dia
Na próxima sexta-feira, dia 17 de Abril, pelas 18h30, terá lugar a inauguração da exposição de Joana Rodrigues da Silva, intitulada “O Fim da Clausura | Os últimos anos de funcionamento da Cadeia Velha de Ponte de Lima”, que estará patente até ao dia 2 de Maio, na Torre da Cadeia Velha em Ponte de Lima, realizada no âmbito da investigação no campo de acção do Mestrado em Design da Imagem da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com o apoio do Município de Ponte de Lima e da Direcção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
Segundo Joana Rodrigues da Silva, “este projeto de investigação insere-se no estudo de uma fração do passado e pretende dar a conhecer, através da imagem, as diferenças da estrutura socioeconómica de uma região rural.
Durante a investigação efetuada, foi seguida uma linha de pensamento, nomeadamente de Michel Foucault e Erving Goffman, no que toca ao estudo dos espaços de encarceramento e a função dos mesmos para a sociedade e para o ressarcimento do corpo e da alma, privados de se exprimir.
A referência de que os presos pediam esmolas e cigarros através de uma lata e um cordel espelha que os mesmos tinham encontrado um sistema popular de suprimir a total reclusão.
A crise que assolou Portugal no regime do Estado Novo determinou com clareza que os indivíduos que cometiam crimes, os loucos e insanos não deveriam ter um melhor tratamento do que aqueles que pertenciam à classe social e económica mais baixa. Isto porque a pobreza e a precaridade eram uma constante nas regiões rurais, como é o caso de Ponte de Lima.
Este espaço de encarceramento reflete não só o lado mais sombrio da sociedade, nos últimos anos do seu funcionamento, mas também detém, no seu âmago, estórias e imagens adormecidas no tempo que são agora reveladas através desta exposição.”
Informações mais detalhadas sobre este projecto podem ser obtidas no blog http://www.cadeiavelha.blogspot.pt/.
Segundo Joana Rodrigues da Silva, “este projeto de investigação insere-se no estudo de uma fração do passado e pretende dar a conhecer, através da imagem, as diferenças da estrutura socioeconómica de uma região rural.
Durante a investigação efetuada, foi seguida uma linha de pensamento, nomeadamente de Michel Foucault e Erving Goffman, no que toca ao estudo dos espaços de encarceramento e a função dos mesmos para a sociedade e para o ressarcimento do corpo e da alma, privados de se exprimir.
A referência de que os presos pediam esmolas e cigarros através de uma lata e um cordel espelha que os mesmos tinham encontrado um sistema popular de suprimir a total reclusão.
A crise que assolou Portugal no regime do Estado Novo determinou com clareza que os indivíduos que cometiam crimes, os loucos e insanos não deveriam ter um melhor tratamento do que aqueles que pertenciam à classe social e económica mais baixa. Isto porque a pobreza e a precaridade eram uma constante nas regiões rurais, como é o caso de Ponte de Lima.
Este espaço de encarceramento reflete não só o lado mais sombrio da sociedade, nos últimos anos do seu funcionamento, mas também detém, no seu âmago, estórias e imagens adormecidas no tempo que são agora reveladas através desta exposição.”
Informações mais detalhadas sobre este projecto podem ser obtidas no blog http://www.cadeiavelha.blogspot.pt/.
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