-
Município
-
Comunicação
-
Notícias
- Município de Ponte de Lima contesta a intenção do Governo em retirar valências à Unidade de Saúde Local do Alto Minho
Município de Ponte de Lima contesta a intenção do Governo em retirar valências à Unidade de Saúde Local do Alto Minho
Por muito que pese a necessidade de equilibrar as contas públicas essa meta não pode nem deve ser atingida através do atropelo daquilo que são as condições fundamentais que garantem a saúde e a qualidade de vida das populações. Utilizar neste contexto critérios que se prendem apenas com números, seja do que se gasta ou seja pela densidade populacional do território, parece-nos completamente redutor. Terá que se impor um limite a qualquer intervenção que seja cega no que toca a esses princípios.
Qualquer reforma a este nível deverá ter em conta um conjunto de premissas que garantam necessariamente a qualidade dos serviços de saúde. No Alto Minho, como em qualquer outro território, a definição da carteira de valências deve ser cuidadosamente ponderada, as premissas devem passar também pelo rácio da população e pela estratificação do território.
Deverá ser muito bem avaliada se a operacionalização da oferta hospitalar, assente numa base populacional com uma área de influência direta, para o Alto Minho, irá assegurar as necessidades de saúde existentes, se estará garantida a proximidade e complementaridade com qualidade e ganhos em saúde. Pois não nos parece efetivamente que, da forma como está planeada tal realidade venha a acontecer.
O Município de Ponte de Lima não pode compactuar com a perda não fundamentada de valências da ULSAM, sendo por isso frontalmente contra o disposto na Portaria em referência, na medida em que entendemos não estarem assegurados os interesses da população que servimos, sendo mesmo um atentado à dignidade e à nossa qualidade de vida.
O Município irá despoletar as necessárias diligências de forma a discutir este assunto com as instituições envolvidas, nomeadamente o Ministério da Saúde, ARS Norte, ULSAM e Municípios do Alto Minho, pressionando o Governo para que repense esta intenção, pois os prejuízos que a implementação deste Diploma pode trazer, são por si só demasiado evidentes e graves.