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- Välute, de Rui Neto, com Margarida Cardeal, pela Lobo Mau Produções | 12 de outubro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes
Välute, de Rui Neto, com Margarida Cardeal, pela Lobo Mau Produções | 12 de outubro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes
Na sequência do excelente espectáculo que marcou o início da temporada 2018-2019 do Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, no próximo fim-de-semana iniciamos com teatro, às 22h00, do dia 12 de outubro, com a apresentação do espectáculo Välute, pela Lobo Mau Produções, com texto, criação e espaço cénico de Rui Neto e interpretação de Margarida Cardeal.
Välute é um lugar imaginário, um território fronteiriço, invisível. Nele tudo é possível. O sonho confunde- se com a realidade. O homem e mulher, que é homem novamente, que é bicho, que não é coisa nenhuma. A memória surge difusa em breves fragmentos de lucidez, para logo se dissipar. Um regresso ao Éden. Ou talvez seja este o lugar morte. Um luto mal resolvido, tal como o de Hamlet. Ou uma efabulação de um purgatório pessoal. Talvez seja Välute.
Välute, território imaginário. Fronteira. Universo Avalon. Limbo. Purgatório. Incentivo à luta (Verbo Lutar - Va Lute). Aquele que incentiva a lutar. Aquele que vela o morto. Aquele que corta a raiz. Vala. Cadafalso. Hiato. Moeda entregue a Caronte para atravessar os rios Styx e Acheron que separavam o mundo dos vivos do mundo dos mortos (Obolus ou Danake, moedas geralmente colocadas sobre ou dentro da boca dos defuntos). Medicamento calmante e relaxante muscular. Transportadora aérea dinamarquesa. Mala de mão pequena (Valise). (italiano - Verbo Valuta: 1. Terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo Valutare; 2. Segunda pessoa do singular do imperativo do verbo Valutare. Substantivo feminino Valuta; plural Valute - Moeda. Transacções financeiras). (inglês - Valuta - plural Valute or Valutas - 1. A foreign currency; A currency, in the most specific use of the word, refers to money in any form banknotes, coins, bitcoins)
Anagramas: Altuve; Vuelta.
O regresso a este texto (Luto, 2012), surge da vontade de o reescrever cenicamente encontrando um universo mais maduro e criativo. Associamos o luto à morte. Prefiro associá-lo a estratégias de sobrevivência, mesmo que se percam em memórias, sonhos e pensamentos circulares, ou em clichés teatrais. Inevitavelmente olho para Hamlet e para os seus fantasmas, mas afasto-me porque posso, porque o meu compromisso não e com ele, para já. Prefiro brincar com as palavras e encontrar o feminino do seu luto: Luta! Porque é fértil, tem ganas, tem vida! Quem sou eu amanhã? A metamorfose em processo. E tantas possibilidades... Como continuar isto, depois disto? (seja isto aquilo que for...) – Rui Neto
Ficha Artística e Técnica:
texto, criação e espaço cénico | RUI NETO
interpretação | MARGARIDA CARDEAL
com | CRISTINA MILHO | DRICA GOMES | MARTYN GAMA | ROGER MADUREIRA
sonoplastia | CRISTÓVÃO CAMPOS
luz | JOÃO RAFAEL SILVA
estrutura cénica | RUI MIRAGAIA
figurino | RUI NETO
confecção figurino | MESTRA ALDA CABRITA
ilustração | LUD MARTINS
foto de cena | ROGER MADUREIRA
grafismo | RUI NETO
assessoria de imprensa | MAFALDA SIMÕES
operação técnica | JOÃO RAFAEL SILVA | RICARDO FOZ
assistência | RICARDO FOZ
produção | LOBOMAU PRODUÇÕES
apoios: O Espaço do Tempo | Tenda | VoZes em ConSerto | Polo Cultural das Gaivotas
maiores de 12 anos
Bilhetes à venda (4,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.