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- Pedro Abrunhosa no Festival Expolima - dia 13 de agosto
Pedro Abrunhosa no Festival Expolima - dia 13 de agosto
Festival Expolima - dia 13 de agosto - 23h
Pedro Abrunhosa entrou na música pela via erudita. E quando chegou ao jazz era um erudito a tocar jazz. Em 1984 foi para Madrid, aprender com o contrabaixista Todd Coolman e os músicos Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood e Steve Brown. E depois com Adriano Aguiar e Alejandro Erlich Oliva, seus mestres de contrabaixo. Foram os anos do jazz. Participou em seminários internacionais, formou bandas, tocou em orquestras, realizou tournées. Colaborou com grandes figuras como Paul Motion, Bill Frisell, Joe Lovano, David Liebman, Billy Hart. Ensinou contrabaixo na escola do Hot Club de Lisboa, realizou e produziu o programa "Até Jazz", no Rádio Clube do Porto. Fundou a Escola de Jazz do Porto e a "Cool Jazz Orchestra", que viria a transformar-se em "Pedro Abrunhosa e a Máquina do Som", que executava temas originais.
A viagem seguinte apresentou os Bandemónio. E o álbum a que chamou "Viagens", editado em 1994. Um disco de rock cheio de jazz e de vida. Pedro Abrunhosa sempre viajou. Pelos vários continentes da música, tal como pelo mundo, com uma Renault 4L em segunda mão ou à boleia, com uma mochila às costas. Ao contrário de muitos outros, o seu percurso musical foi do mais complexo ao mais simples, rumo à depuração da linguagem, com destino à essência das coisas. Quando chegou ao rock trazia a mochila cheia de História e de rigor. "Viagens" atingiu a tripla Platina, com mais de 140 mil exemplares vendidos. Pedro Abrunhosa comparecia finalmente ao encontro que parecia marcado há muito com as grandes audiências. Tinha algo para lhes dizer, e foi entendido.
Nos últimos anos, Abrunhosa editou livros, realizou ciclos de conferências, trabalhou com músicos de vários géneros e geografias. Por exemplo, "Viagens" contou com a participação de Maceo Parker, saxofonista de James Brown. Para o álbum "Tempo", Pedro trabalhou em Minneapolis, Memphis e Nova Iorque com toda a banda de Prince, os New Power Generation, e Tom Tucker, o seu engenheiro principal, com os quais fez uma digressão. Apresentou-se em espetáculo com Caetano Veloso e tocou com outros músicos brasileiros como Lenine, Zélia Duncan, Elba Ramalho, Zeca Baleiro, Sandra de Sá, Syang, Rio Soul. "Luz", editado em junho de 2007, voltou a ter a participação dos The Hornheads, a secção de sopros de Prince, depois de terem já participado nos discos "Tempo" e "Palco". Em julho de 2007, Nelly Furtado incluiu "Tudo O Que Eu Te Dou" na sua playlist, destacando-a como uma das suas canções preferidas de sempre. Pedro Abrunhosa cantou em dueto com a luso-canadiana. Agora, aguarda-se a edição de um álbum, "Brasil Canta Pedro Abrunhosa", em que as canções do músico do Porto vão aparecer nas vozes de alguns dos mais destacados intérpretes do além-Atlântico. Para além de tudo isto, Pedro Abrunhosa possui desde há alguns anos um magnífico estúdio de gravação, o Boom Studios, em Vila Nova de Gaia, e um selo discográfico com o mesmo nome, pelo qual foi lançado o álbum de estreia dos Varuna.
Pedro Abrunhosa considera que a música não é neutra. É uma ideologia de fraternidade: não se é músico sem o sentido de pertencer a uma família e sem se estar comprometido com o mundo. Para ele, a música é uma viagem que não se faz sozinho, apesar de o ter levado aos limites da originalidade e a lugares que lhe são exclusivos. Mas, com estes princípios e com estes valores, torna-se mais fácil perceber que é um daqueles criadores para quem o "Longe" não é uma distância - é sempre uma meta, uma missão, um objetivo. Não estará só, certamente. Basta para isso que continuemos a ouvi-lo.
Fonte: Excerto da biografia de Pedro Abrunhosa
Consulte a biografia dos grupos presentes no Festival Expolima 2011.