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Domingos em Banda – Banda de Música de Ponte de Lima
No dia 17 de maio de 2026, às 15h30, o Município Ponte de Lima apresenta no Teatro Diogo Bernardes, Domingos em Banda, com o espetáculo de música, "Descrições" pela Banda de Música de Ponte de Lima.
A música tem o poder de pintar paisagens que não se veem, mas que se sentem. Em “Descrições”, cada obra abre uma janela para diferentes cenários, o colorido das festas populares, o movimento das danças tradicionais, o calor dos arraiais e a serenidade das paisagens da nossa terra. Entre ecos de Espanha e retratos musicais do Ribatejo, este concerto transforma sons em imagens e melodias em lugares, celebra a música como expressão viva da cultura e da identidade de um povo. Cada peça é um quadro vivo, onde a tradição, a memória e a celebração da cultura ganham forma através da música que assume o papel de narradora.
A música tem o poder de pintar paisagens que não se veem, mas que se sentem. Em “Descrições”, cada obra abre uma janela para diferentes cenários, o colorido das festas populares, o movimento das danças tradicionais, o calor dos arraiais e a serenidade das paisagens da nossa terra.
Entre ecos de Espanha e retratos musicais do Ribatejo, este concerto transforma sons em imagens e melodias em lugares, celebra a música como expressão viva da cultura e da identidade de um povo. Cada peça é um quadro vivo, onde a tradição, a memória e a celebração da cultura ganham forma através da música que assume o papel de narradora.
Programa
O programa deste concerto propõe uma viagem sonora por diferentes paisagens, tradições e ambientes festivos da cultura ibérica e portuguesa. Através de linguagens musicais acessíveis e inspiradas na música popular, cada obra retrata ambientes, danças e cores regionais, evidenciando o carácter festivo e identitário da música para banda.
- “Ares de Espanha”: Ilídio Costa (1937-)
- “Freitas”: Luís Cardoso (1974-)
- “Marchas de Arraial”: Nelson Jesus (1987-)
- “Baile das Oliveiras”: Xavier Ribeiro (1988-)
- “Paisagem Ribatejana”: Duarte Pestana (1911-1974)
- “Rapsódia nº 8”: Artur Ribeiro Dantas (1886 – 1943)
“Ares de Espanha”, do compositor português Ilídio Costa, é uma obra inspirada na tradição musical espanhola, especialmente na atmosfera vibrante típica dos pasodobles, este transmite energia, elegância e bravura, evocando o espírito das touradas e das festas populares da Península Ibérica. Na composição de Ilídio Costa, onde a trompete tem um papel preponderante, essas características ganham um toque pessoal, linhas melódicas amplas, harmonias luminosas e um carácter festivo que exalta tanto o virtuosismo das bandas filarmônicas quanto o vínculo cultural entre Portugal e Espanha. “Ares de Espanha” é, assim, uma homenagem musical que une potência rítmica e emoção ibérica em um único movimento expressivo.
“Freitas”, é uma fantasia encomendada pelo Maestro José Ricardo Freitas e dedicada ao mesmo. Está construída como uma seleção de uma Zarzuela (frequentemente usadas no repertório de banda), invocando várias características da música tradicional espanhola. O compositor Luís Cardoso apresenta uma obra de carácter evocativo e celebrativo, na qual se destacam temas marcantes e contrastes dinâmicos, explorando as diferentes sonoridades da banda numa escrita equilibrada e expressiva.
“Marchas de Arraial” (I Procissão, II Coreto), Nelson Jesus transporta o público para o ambiente festivo dos arraiais populares portugueses. O 1º andamento, é como o nome indica uma procissão, esta é no alcatrão, num ambiente moderno, quente, a torrar ao sol, a caminhada é sofrida e não há água nem imperial. O 2º andamento, já no coreto, é um andamento inspirado numa tradicional marcha de concerto. ritmos folclóricos, vivos, melodias simples e contagiosas sobre uma harmonia popular que modula enriquecendo e muito a sua cor.
“Baile das Oliveiras”, de Xavier Ribeiro, inspira-se no universo rural e nas tradições ligadas ao campo. É um tema do grupo de folk português Roncos do Diabo. Servindo-se deste tema como base e mantendo o espírito folk, a obra é pensada como uma impressão musical onde o tema ecoa constantemente sob diferentes caracteres e paisagens sonoras, onde a sonoridade rústica da percussão é um elemento predominante.
“Paisagem Ribatejana”, do compositor Duarte Pestana é uma fantasia escrita em 1961. Foi dedicada à sua mãe pelo seu 75º aniversário. Essa dedicatória ajuda a explicar o carácter frequentemente descrito como terno e nostálgico da obra.
A quinta fantasia desenha musicalmente os horizontes amplos e a identidade cultural da região do Ribatejo. A obra alterna momentos líricos e expansivos com passagens mais rítmicas, sugerindo imagens da planície, das tradições e da vida rural.
“Rapsódia nº 8”, de Artur Ribeiro Dantas, é uma obra que evidencia o carácter expressivo e livre típico de uma rapsódia. Esta é baseada em temas tradicionais portugueses com andamentos de vira, fado e chula. O autor utiliza de uma forma virtuosística sobreposição de temas, desenvolve-os com pequenas variações, mudanças de ritmo e contrastes de dinâmica. A música alterna momentos mais calmos e expressivos com passagens mais vivas e enérgicas, características da forma rapsódica. Assim, a obra valoriza a tradição musical portuguesa, enquanto mostra a criatividade do compositor na adaptação e desenvolvimento desses temas populares.
Elementos:
Maestro – Gaspar Lima
Flautas - Rodrigo Costa, Adriana Barros, Regina Pereira, Camila Araújo, Joana Silva.
Clarinetes - Francisca Lima, Bruno Martinho, Luís Grego, José Rodrigues, Lucas Brito, Simão Yatsiv, Ana Araújo, Catarina Reis, Sónia Baptista, Maria Cerqueira, Rosa Carvalheira, José Capitão, Vera Soares, João Grácio, Afonso Alves, João Gomes, Francisca Esteves, Pedro Santos, António Abreu.
Saxofones - Tiago Fernandes, David Felgueiras, Inês Fernandes, Isabel Barros, Rute Sá, Manuel Felgueiras, Matilde Lima, Tiago carvalheira, Raquel Silva, João Pinheiro, Óscar Barros, André Rio.
Fagotes – Hugo Morais, Élio Araújo, Gaby Yatsiv.
Bombardinos – Hugo Loureiro, Rui Morais.
Trompas – Nuno Lima, Tomás Sousa, Rodrigo Reis, Leonor Monteiro, Pedro Luciano.
Trompetes – Francisco Matos, Eduardo Brito, Guilherme Laranjo, Filipa Rodrigues, Édi Mendes, Miguel Matos, Carlos Cunha, Rodrigo Araújo, Santiago Amaral.
Trombones – Lisete Correia, Alexandre Rodrigues, Diogo Martins, Tiago Quintiães, Clara Sousa, Inês Monteiro, Tomás Lima.
Tubas – Rafael Loureiro, David Fernandes, Manuel Silva, Santiago Lima.
Percussão – Manuel Vieira, Eva Fernandes, Inês Oliveira, Rui Brito, João Costa, Ezequiel Martins, Ruben Costa.
Maestro:
Gaspar André Fernandes Pereira Lima iniciou os seus estudos musicais na Banda de Música de Ponte de Lima. Estudou clarinete na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, Escola Profissional de Música de Espinho e na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco. No seu percurso académico trabalhou com os professores: Filipe Silva, Alberto Vieira, Astério Leiva, Mário Bezerra, Luís Carvalho, Carlos Alves e Victor Matos.
Entre 2002 e 2004 lecionou a disciplina de clarinete no Conservatório de Música da Covilhã.
Enquanto músico residente da Orquestra do Norte (ON), de 2004 a 2009, realizou concertos por todo o país tocando nas mais importantes salas nacionais. Participou em digressões por Espanha e Alemanha.
Ainda na ON partilhou o palco com maestros e solistas de craveira internacional, sendo de destacar: José Ferreira Lobo, António Saiote, Álvaro Cassuto, Cesário Costa, Victor Matos, Carrasco, Elisabete Matos, António Rosado, Michael Luthiec, Plácido Domingo, Giuseppe Lanzetta, Boris Martinovich, entre outros.
Desde 2007 lecciona a disciplina de Instrumento clarinete na Academia de Música Fernandes Fão, também faz parte da direção e direção pedagógica.
É desde 26 de Setembro de 2010 maestro da Banda de Música de Ponte de Lima.
História da Banda de Música de Ponte de Lima
A fundação da Banda de Música de Ponte de Lima estará datada entre os anos 1788 a 1791, segundo documentos existentes no Arquivo Municipal desta Vila. Nos anos de 1632, 1633, 1791 e 1839 Ponte de Lima teve escolas Municipais de Música, de onde saíram os elementos que formaram a primeira Banda de Música de Ponte de Lima – Banda dos Artistas, assim foi chamada durante muitos anos. (1) Em parte da segunda metade do século XIX tivemos na vila de Ponte de Lima duas Bandas, denominadas popularmente “A Nova e A Velha”, (aproximadamente 1859/1879). (2) A partir de 1900 a Banda passou a estar ligada aos Bombeiros, em duas ocasiões distintas, 1900 a 1907 e 1925 a 1929, totalizando onze anos. (3) Já em 1974, foi assumida a atual denominação da Associação (Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima) e elaborados os primeiros Estatutos por escritura no Cartório Notarial de Ponte de Lima. É associada da Federação Regional de Bandas Filarmónicas do Minho, da Federação Portuguesa de Bandas Civis e também da INATEL. Em 1987 foi-lhe atribuída a declaração de Utilidade Publica. Participou em vários certames e festivais tanto a nível nacional como internacional, destacando-se o Festival de Bandas do Alto Minho; Festival de Covões (Coimbra); Festival da Mimosa (Viana do Castelo/1981); Aniversário da Banda de Espinho; Festival de Bandas de Ponte de Lima (1991); Festival de Bandas de Vila Nova de Cerveira (2010); Festival de Bandas de Gondomar (2017); Gala Dançante de Ponte de Lima (2009 e 2010); Festivais de Pontevedra, Potrinho, Roxa, Beade e Las Neves (Espanha), em anos diferentes; Festival internacional de Bandas Centenárias em Moaña – Pontevedra (2022); Festival de Bandas de Vila Nova de Cerveira (2022). No dia 25 de maio de 2013 promoveu o I Encontro de Bandas Limianas, com a participação das quatro bandas do concelho (Ponte de Lima, São Martinho da Gandra, Moreira do Lima e Estorãos). O seu repertório é rico e diversificado, desde o clássico, ligeiro, fantasias, rapsódias, marchas de concerto até tudo o que é costume tocar nas bandas filarmónicas. A Banda de Música de Ponte de Lima é atualmente dirigida pelo Maestro limarense Gaspar André Fernandes Pereira Lima. É constituída por cerca de 70 elementos, a sua grande maioria jovens formados na Escola de Música da Banda que funciona todo o ano e tem como finalidade principal a formação de músicos para integrar a Banda. A nova Sede da Associação foi inaugurada no dia 11 de setembro de 2021, na presença do Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima Eng.º Victor Mendes e seus Vereadores, pela Presidente da Direção do Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima Teresa Carvalheira e restantes Corpos Sociais. Atualmente, a Direção é presidida por Gaspar Cerqueira Pereira Lima, pela Vice-Presidente Patrícia Manuela Gonçalves Rebelo e restantes Corpos Sociais eleitos em 2023.
15h30
Lotação esgotada