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Brigada Victor Jara

Cultura
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04 Out
Adicionar a calendário 2020-10-04 22:00:00 2020-10-04 22:00:00 Europe/Lisbon Brigada Victor Jara + Música NOVA DATA / REAGENDAMENTO(Espectáculo inicialmente previsto para 25 de abril de 2020) Teatro Diogo Bernardes

+ Música

 

NOVA DATA / REAGENDAMENTO
(Espectáculo inicialmente previsto para 25 de abril de 2020)

 
A 4 de outubro de 2020, às 22h00, concerto da Brigada Victor Jara, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima.
 
Brigada Victor Jara
A Brigada Victor Jara nasceu em Coimbra em 1975, após o 25 de Abril, para o qual e após o qual, a música popular e a música de intervenção com raízes tradicionais tiveram um papel importante. A banda chamou-se assim em memória do cantor chileno com o mesmo nome, morto pelos militares após o golpe de Pinochet, no Chile, em 1973.

Ao longo dos anos, os membros da Brigada recolheram músicas de todas as regiões portuguesas e os seus concertos reflectem esta diversidade com canções mais ritmadas do norte, belas harmonias do Alentejo e até influências do estrangeiro trazidas por emigrantes de lugares tão contrastantes como o Norte de África e a Escócia.

Numa pausa do trabalho de abertura de uma estrada para os lados da Lousã, o acaso de uma “viola” e um coro de meia dúzia de vozes terá feito nascer a Brigada Victor Jara. Brigada porque o era de facto, de trabalho e de cantigas. Victor Jara pelo combate, acarinhado e sentado num camião do MFA a caminho de uma aldeia Beirã.

No início o canto era “de intervenção”, em versões de cantigas de José Afonso, Sérgio Godinho, Victor Jara, Quilapayum. O primeiro contacto com a Música Tradicional (ou Regional? ou Popular?) teve-o no GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra), num ou noutro dos discos-de-capa-de-sarapilheira editados pelo Michel Giacometti, num ou noutro encontro com músicos ou cantadores populares.

Escrevia a Brigada na capa de Eito Fora (1977) não ignorar que “o folclore que sai do seu lugar próprio, que são os cantos e as aldeias e esquece o homem na relação diária com o trabalho campestre, corre o risco de não passar de um produto banal, uma mercadoria que faz as delícias dos turistas, avinhados ao ritmo dos ferrinhos e da concertina”. Ao mesmo tempo esclarecia não ser o seu trabalho de natureza etnomusicológica e homenageava “Michel Giacometti e alguns mais (poucos) que realizaram e realizam com saber e persistência esse labor tão apaixonante como ingrato”.

A Brigada Victor Jara nunca pretendeu desempenhar o papel de “preservador” da memória musical do seu povo, nem iniciou o seu trabalho com o fito de atender a modas (de resto já ia longa a sua vida quando o mercado da “world music” inaugurou a primeira prateleira de Cê Dês). Antes se foi ocupando a recontar as melodias apreendidas, misturando-as com os sons das suas próprias vivências. Desigual, a sua discografia é o resultado de um longo processo em que diversos músicos, atravessando o grupo na sua trajectória, vão dizendo de sua justiça, com uma preocupação central (e essencial na arte popular) – a de contar um conto, acrescentando-lhe um ponto.
Horário:

22h00

Local:
Teatro Diogo Bernardes
Informação adicional:

Oportunamente serão dadas informações sobre a venda de bilhetes.

Maiores de 6 anos.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.