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Hamlet, de William Shakespeare | Filho do Meio
A 13 de Março, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, Hamlet, de William Shakespeare, pelo Filho do Meio, com Tradução de Fernando Villas-Boas e Encenação de Luís Moreira, espectáculo estreado no passado dia 8 de Janeiro no Teatro do Bairro, em Lisboa.
Os bilhetes (5,00€) serão disponibilizados a partir das 9h00 do próximo dia 17 de Fevereiro (segunda-feira).
O número máximo de entradas a adquirir será de 4 bilhetes por pessoa, apenas no caso de existirem filas para a procura dos mesmos, podendo ir até ao máximo de 6 bilhetes por pessoa no caso de espectadores que pretendam adquirir a totalidade de lugares de uma frisa ou camarote de 1.ª classe ou camarote de 2.ª classe, com esse número de lugares (6 lugares), conforme constar na planta de lugares publicitada na Bilheteira do Teatro Diogo Bernardes e no website municipal, também apenas no caso de existirem filas para a procura dos mesmos (http://www.cm-pontedelima.pt/thumbs/uploads/writer_file/image/2230/MapaTDB_Final_1_1024_2500.jpg).
Relativamente aos pedidos realizados por correio electrónico, apenas serão atendidos os recebidos a partir da hora e data de disponibilização na bilheteira física, divulgada no mural oficial do facebook, nas mesmas condições acima indicadas e após serem satisfeitas as aquisições presenciais.
Maiores de 14 anos.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.
Autêntico prisioneiro numa corte de suspeita e mentira, o príncipe Hamlet lamenta a morte do pai, para ele o mais justo dos chefes. A sua mãe acabou de casar com o tio paterno, mas Hamlet não quer festejar. Descrente de tudo e quase todos, Hamlet crê na denúncia de um fantasma com toda a aparência do pai assassinado. A vingança será toda a sua paixão, e nem o amor nem a amizade poderão travá-lo.
Hamlet é a tragédia do príncipe que não quer ser obrigado, nem quer ou pode obrigar-se a representar no palco da vida. Eis o drama da solidão incurável da consciência.
Actor político involuntário, actor amoroso sem crença nem confiança, actor social cansado de enganos, ofensas ao mérito e traições, o seu trajecto ao longo da peça parece percorrer, um a um, os principais géneros do espectáculo teatral e da oração pública do seu tempo: comédia, tragédia,
drama histórico-político, folhetim didáctico, sermão moralizante, discurso de estado, cobrindo todo o leque das suas preocupações. É o nosso mundo, pela primeira vez coligido num almanaque de uma só cabeça para consumo da populaça (e assim se refere Hamlet, provocador, ao público do teatro).
Primeira e definitiva figura da própria consciência em acção, Hamlet transmitiu-nos para sempre a sua angústia da necessidade de agir, ou, usando o termo do teatro, de actuar, de responder aos acidentes do mundo, de criar destino pessoal, olhando de frente a impossibilidade de distinguir
entre os domínios tão justapostos do espectáculo social e da vida interior, sem nunca obter qualquer última certeza ou consolo quanto à verdade de cada escolha.
Grande parte das expressões que usamos a respeito da postura do indivíduo no mundo e à expressão do seu carácter têm origem na linguagem do teatro. E a peça Hamlet, quando não criou essas expressões, deu-lhes, é certo, permanência.
Com Hamlet, Shakespeare procurou o género popular da “peça de vingança” para chamar o público a um género de entretenimento que conhecia bem, e que estava até algo decadente, mas converteu esse género romanesco num ritual intrigante, capaz de fundir essa exibição convencional da crueldade com uma busca dos motivos mais inexplicáveis dos seus agentes, pondo o foco num protagonista absolutamente dominante, que é ao mesmo tempo um cortesão, um assassino, um diletante e um filósofo.
Hamlet saberá mais sobre nós, do que nós alguma vez saberemos sobre ele. Ainda assim, é nosso destino tentar.
Hamlet nunca deixou de ser representado desde que foi escrito. Nunca. Esteve sempre na mira dos mais variados criadores, independentemente das modas, épocas, tendências ou costumes. É, ao mesmo tempo, um símbolo máximo do Renascimento e precursor de modernidade; e talvez seja uma das peças mais auto-conscientes do autor. Hamlet apresenta tantos desafios aos actores que se pensa que Shakespeare escreveu a peça simplesmente para se divertir, como se de um “recreio de actores” se tratasse.
TEXTO ORIGINAL | Hamlet, de William Shakespeare
TRADUÇÃO | Fernando Villas-Boas
ENCENAÇÃO | Luís Moreira
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO | Ana Baptista e Leonor Buescu
INTERPRETAÇÃO | Alice Medeiros, André Pardal, António Pedro Ramalhinho, Filipe Abreu, Frederico Coutinho, José Matos de Oliveira, José Redondo, Luís Lobão, Nuno Pinheiro, Rita Loureiro, Valter Teixeira e a voz de José Neto
CENOGRAFIA E FIGURINOS | Maria Gonzaga
DESENHO DE LUZ | Rui Seabra
PRODUÇÃO | Leonor Buescu e Luís Moreira
FOTOGRAFIA | Vitorino Coragem
Com o apoio Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação GDA
Uma produção filho do meio
22h00
Classificação Etária M/14