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Ratere | 18 de Novembro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes
No seguimento da programação diversificada e dirigida a todos os tipos de público, num exercício continuado de serviço público de cultura, bem como, no sentido de apresentar projectos emergentes dentro da música portuguesa, os quais, por serem menos mediáticos, em nada desmerecem uma apreciação séria da parte dos espectadores, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, apresenta na próxima sexta-feira, 18 de Novembro pelas 21h30, o concerto da banda Ratere, de que fazem parte os músicos C. Ricardino, João Coutada, José Moutinho, Óscar Sousa, Ricardo Falcão e Tiago Rosendo.
Depois de um ano a percorrer estradas intergalácticas com o EP Super Power Satellite, a máquina Ratere regressa em 2016 com toda a electricidade e apresenta o seu primeiro longa-duração, POTA.
"A exploração sónica dos RATERE neste POTA é uma fantasmagoria sublime do carrossel rockeiro: a mecânica do krautrock mais bruto com a dinâmica de uma electrónica de doutrina analógica (repare-se só na ambiência espacial da segunda parte de Western Noodles); o riff indie-rock (Dinosaur Jr. à espreita) a conduzir a viagem espacial por entre detritos cósmicos de rock psicadélico, pós-rock (de vertente nórdica) e punk-rock abrasivo (Spicy Lagareted Octopus é uma autêntica road trip de circumnavegação intergaláctica); o repetitivismo supremo da guitarra eléctrica feito para o transe infinito comum a todas as linguagens do rock (FAO). POTA é, no fundo, como o recurso estilístico ao título indica, uma viagem exploratória tentacular de um bicho cefalópede de pés na cabeça, sendo aqui a cabeça o pulsar constante que atravessa o disco do princípio ao fim - o baixo-guitarra, o baixo-locomotiva, o baixopropulsor.
Se escutarmos bem esta espécie de bipolaridade dimensional, facilmente compreendemos a estrutura corpórea destes RATERE, as suas metamorfoses (de uma música para a outra e dentro da mesma música), as camuflagens de cor (aquele pós-rock que afinal é indie-rock-instrumental, e por aí fora) e, principalmente, a fórmula que usam para o movimento (absorvendo um mar sonoro de electricidades e expelindo-o com toda a força). Em It Was Nothing temos ainda o ultra-sofisticado atributo mágico do cefalópode: a capacidade de desenhar uma nuvem-fantasma de tinta a partir de si mesmo, neste caso uma nuvem-pop, azul ultramarina, permitindo-lhe escapar com toda a elegância ao aturdido predador retromaníaco."
Os bilhetes encontram-se à venda no Teatro Diogo Bernardes (2,00€) e todas as informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.