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O Real e o Possível: Norton de Matos, Etiologia de um Estado e Fim do Império
FARIA, António - O Real e o Possível: Norton de Matos, Etiologia de um Estado e Fim do Império. Lisboa: Grémio Lusitano, 2004. 117 p.
ESGOTADO
- Preço: €10,00 (inclui o valor da taxa de IVA legal em vigor)
- Como encomendar: contacte-nos através do e-mail: arquivo@cm-pontedelima.pt
Introdução
O objetivo deste trabalho é, fundamentalmente, o confronto do indivíduo com a exequibilidade prática da sua conceção do mundo. Apresentar um trabalho de investigação em história não significa fazer uma reconstituição histórica, descritiva e conclusiva. Trata-se de abordar a necessidade de erigir a unidade de um povo, que se baseia só e unicamente na educação cívica, no espírito de luta, no compromisso com um projeto comum. Seria mais fácil acumular acontecimentos, mas os acontecimentos só por si não fazem história pois são apenas a parte mais visível daquilo que, por existir, oculta o que destrói, o que forjou nas mentalidades e determinou outro tipo de atos.
Em todas as épocas se verifica a tendência para universalizar e perpetuar o acontecimento, enquanto desenlace de um conjunto de ocorrências. Mas o acontecer é um vulgar impulso das estruturas do poder que, as mais das vezes, o gerem para se consolidarem enquanto tais, esmagando desse modo linhas materiais e espirituais que não estão em consonância com esse projeto.
O século XX, devido ao forte incremento dos meios de comunicação, tornou mais visível o que os relatos contidos nas crónicas já deixara bem explícito: na história nada fica por revelar.
Por isso a intenção que melhor se oferece a uma investigação desta natureza é seguir os traços do homem que fez despertar um ideal de consciência cívica, educação e cultura, conseguiu exprimir a sua energia criadora em circunstâncias sociais extrema e inevitavelmente adversas, que quis transformar as áreas onde a sua intervenção se fez e, pensando seguir um itinerário possível, criou o seu próprio percurso o qual, num tempo distinto, coincidiu com o do seu povo.
A ideia que quer fazer da consciência de si um ato instantâneo como o seu objeto perde-se nos próprios caminhos da perceção. Embora as leis e os fenómenos devam ser cientificamente demonstrados à luz da objetividade, que é a universalidade do conceito, a consciência é, cada vez mais, a capacidade de alguém se rever nas coisas ou no mundo em processo, nem sempre visíveis ou demonstráveis e não somente em qualquer instante passivo, empírico, factual. A consciência é o pensamento como história. A filosofia fornece as categorias necessárias à compreensão da história e a história assegura o método de com preensão do seu desenvolvimento. Estas noções vão estar presentes, pela natureza específica do objeto deste estudo, que não é uma «biografia» mas o desenvolvimento da relação de alguém com o movimento político, social e cultural que, de uma forma singular e sem paralelo, desencadeou na sociedade portuguesa com as dimensões do seu tempo ou, para usar uma conceção universalista (cosmopolita ou cósmica como no século XVIII) que ele próprio gerou e foi consagrada constitucionalmente, «do Minho a Timor».
Quando se atribui a Norton de Matos a qualidade militar para administrar e dirigir, o seu exemplo de energia ultrapassa largamente a capacidade para compreender os seus próprios atos.
Norton de Matos não era historiador nem filósofo mas a sua forma de apreensão das situações reais, concretas, empíricas fizeram dele um homem capaz de trabalhar na base das hipóteses conceptuais e lutar pela sua consecução. O seu conceito de história está ligado a qualquer hipótese de uma ordem total onde o que é decisivo é a consciência do movimento e da vontade de se definir em função dela. A disfunção entre o possível e o real, essência e existência, resolve-se por via de uma noção determinista de liberdade. (...)