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Don Juan Esfaqueado na Avenida da Liberdade, de Pedro Gil | Barba Azul

Cultura
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24 Janeiro 2020

O primeiro espectáculo de teatro e comédia do ano, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, é garantia de altíssima qualidade.

Sexta-feira, 24 de Janeiro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, sobe à cena o espectáculo de teatro Don Juan Esfaqueado na Avenida da Liberdade, com texto e direcção artística de Pedro Gil, interpretação de Carla Bolito, Filipa Matta, Miguel Loureiro, Pedro Gil, Rita Calçada Bastos e Tónan Quito, numa co-produção Barba Azul, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto e Centro Cultural Vila Flor..

Há um par de anos atrás Pedro Gil visitou o Museu do Aljube, antiga prisão do Aljube, onde o seu avô esteve preso pelo regime salazarista. Numa das paredes da exposição deparou-se novamente com os cinco nãos do Estado Novo em letras garrafais: Não discutimos a pátria, Não discutimos a autoridade, Não discutimos a família, Não discutimos o trabalho e Não discutimos Deus. Subitamente veio-lhe à cabeça a ideia de fazer um Don Juan, paixão antiga. De regresso a Sevilha Don Juan depara-se com a estátua do Comendador que batera em duelo depois de ter possuído a sua filha. Don Juan convida a estátua para uma ceia em sua casa, ao que esta responde afirmativamente acenando com a cabeça. Só que ao contrário dos outros, este Don Juan não comparece à ceia acordada. Don Juan foge para Lisboa mas o fantasma do Comendador persegue-o, quer que ele lhe aperte a mão. Don Juan desconfia e pressente que não é boa ideia apertar a mão ao fantasma de uma pessoa que ele próprio assassinou. Don Juan resolve ir à Bruxa mas a maldição é irrevogável, a única salvação é fugir no tempo. Don Juan lança os dados e é catapultado para o século XXI. É uma comédia.

Ficha Técnica e Artística

Texto e direcção artística: Pedro Gil ||| Interpretação: Carla Bolito, Filipa Matta, Miguel Loureiro, Pedro Gil, Rita Calçada Bastos e Tónan Quito ||| Desenho de luz: Daniel Worm d'Assumpção ||| Cenografia & adereços: Pedro Silva ||| Figurinos: Catarina Graça ||| Maquilhagem: Jorge Bragada ||| Direcção de produção: Raquel Castro ||| Produção executiva: Vítor Alves Brotas/Agência 25 ||| Apoio à criação: Diogo Andrade ||| Encadernação do adereço livro: Filipa Matta ||| Modelação do rosto da estátua: Rute Reis ||| Participação na residência artística: Miguel Castro Caldas ||| Apoio à execução de cenário e adereços: Fernando Gil ||| Carpintaria: Thomas Kahrel ||| Assessoria de imprensa: Helena César ||| Fotografia de cena: Mariana C. Silva ||| Registo vídeo: João Gambino ||| Design: Joana Tavares ||| Tradução: Ana Macedo ||| Residência: O Espaço do Tempo, Companhia Olga Roriz ||| Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes, Fundação GDA ||| Apoios: Forum Dança, Ginásio Clube Português, Oficina do Cego, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional São Carlos ||| Patrocínios: Bispos – Joaquim Augusto Bispo, Écranvia, Luís Lemos Cabeleireiros ||| Agradecimentos: Diogo Mesquita, Eugénia Vasques, Giacomo Scalisi, Gisella Mendoza, Joana Bértholo, João Brites, João Sebastian, Jorge Silva Melo, Manuel Leitão, Nuno Rebelo, Otília Andaluz, Rui Horta, Tiago Rodrigues ||| Coprodução: Barba Azul, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto e Centro Cultural Vila Flor ||| Maiores de 16 anos

Pedro Gil faz teatro desde 1999. Interpreta, escreve, encena e produz em nome próprio ou em colaboração com outros criadores e companhias.

Destacam-se os espectáculos Homem-Legenda|2005, Mona Lisa Show|2008, Às Vezes as Luzes Apagam-se|2009 (cocriação Cláudia Varejão), Enquanto Vivermos|2012, Sala Vip|2013 (texto Jorge Silva Melo), Fausta|2014 (texto Patrícia Portela, cocriação Tonan Quito), Casa Vaga|2015 (texto Rui Pina Coelho, cocriação Gonçalo Amorim, Raquel Castro e Rui Pina Coelho), Terreno Selvagem|2016 (texto Miguel Castro Caldas, cocriação Miguel Castro Caldas e Raquel Castro), Como Ela Morre|2017 (texto Tiago Rodrigues, cocriação Isabel Abreu, Frank Vercruyssen, Jolente de Keersmaeker, da companhia Belga Tg Stan e Tiago Rodrigues) e Don Juan Esfaqueado na Avenida da Liberdade|2018.

Enquanto actor colaborou com algumas das mais relevantes companhias e alguns dos mais relevantes criadores nacionais, tais como, Artistas Unidos, O Bando, Francisco Salgado, Gonçalo Waddington, Jean-Paul Buchieri, Letizia Quintavalla (Teatro Delle Briciole, Parma/Itália), mala voadora, Marta Carreiras, Mickael Oliveira, Miguel Loureiro, Mónica Calle, Nuno Cardoso, Rita Calçada Bastos, Romeu Costa, Rui Horta, Teatro Meridional ou Tonan Quito.

Em 2019 iniciou o projecto Lições de Teatro.

É associado da companhia Barba Azul que fundou com Ana Pereira em 2004 e que actualmente dirige com Raquel Castro e direcção de produção de Vítor Alves Brotas. É artista associado d'O Espaço do Tempo.

Bilhetes à venda (5,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.