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Workshop de Adufe, por Rui Silva

Cultura
Fpm 19 07 2019 workshop de adufe 1 1200 800
19 Jul
Adicionar a calendário 2019-07-19 15:00:00 2019-07-19 15:00:00 Europe/Lisbon Workshop de Adufe, por Rui Silva Festival Percursos da Música – Ponte de Lima Teatro Diogo Bernardes

Festival Percursos da Música – Ponte de Lima

Workshop de adufe integrado no Festival Percursos da Música 2019 e no projecto do Ensemble Med “Diálogo Interculturas no Mediterrâneo Medieval”, cofinanciado pelo Programa de Apoio às Artes da Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura

Nível: básico (depende do nível médio de todos os participantes)
Localização: Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima
Horário: 15h-17h
Número de participantes: 10 – 20
Adufe: Os participantes idealmente deverão ter adufe. Número limitado de instrumentos para emprestar.
Inscrições gratuitas mas obrigatórias através de formulário próprio, disponível no seguinte endereço: https://adufes.com/website/2019/07/03/workshop-de-adufe-ponte-de-lima/?bclid=IwAR3iApUBxvWCYBApqoECEhzIWFz09xuc2pQaslMy1nlZ8TPMZQNjnUj9pmk

“Tratar o adufe por tu” - nível básico | duração 2h

O Adufe, instrumento tradicional de percussão, pandeiro quadrangular português, é o centro deste seminário/workshop. O ponto de partida é a Tradição Oral do toque e das cantigas de adufe da região de Idanha-a-Nova.

Esta formação tem como objectivo dar as ferramentas básicas necessárias a cada participante para poder tratar o adufe por tu, abordando os princípios básicos da sua execução, desconstruindo-os em exercícios criativos, simples, progressivos e em grupo, que visam igualmente o desenvolvimento da independência e coordenação psico-motoras.

Não é necessário ter formação ou experiência musical anterior. Utilizaremos um sistema rítmico silábico para transcrever os ritmos tradicionais e realizar todos os exercícios.

Conteúdos:

1. Princípios básicos:

- Como segurar o adufe (posição das mãos).
- A posição do adufe em relação ao corpo.
- O equilíbrio, movimento do instrumento e do corpo durante a execução.
- Sons básicos: Dum e Tá.
- Ritmos básicos – Binário e Ternário
- Ornamentação dos ritmos com a mão esquerda.

2. Performance:

- Recriação da dinâmica de um grupo tradicional de adufeiras.
- Principais características performativas: monodia e monorritmia.
- Memorização e reprodução de uma cantiga de adufe pelos participantes.

Rui Silva Coimbra, 1984
Especializou-se em Percussão Histórica com o lendário percussionista espanhol Pedro Estevan, no Master en Interpretación de Música Antigua – Percusion Histórica na ESMUC/UAB (Barcelona, Espanha).

É músico das Sete Lágrimas Consort de Música Antiga e Contemporânea (2009-), com quem gravou vários CDs e tem tocado nos mais importantes palcos e festivais de música antiga, e da Capella Sanctae Crucis, Nouvelles Musiques Anciennes du Portugal (2013-), que em 2017 lançou “Zuguambé” (Harmonia Mundi), com obras do extraordinário e inédito acervo da escola de Santa Cruz de Coimbra.

A sua prática performativa é profundamente marcada pela Tradição Oral do adufe, frame drum tradicional português de forma quadrangular, que tem tocado nos mais diversos contextos musicais (música antiga, teatral, sinfónica, de intervenção, tradicional, erudito, contemporâneo, etc.).

Recentemente, dedica-se ao “Adufe Moderno”, conceito que criou e que define a exploração de novas técnicas performativas e de expansão da linguagem do adufe a partir de outros frame drums tradicionais. Tem desenvolvido uma intensa investigação junto de adufeiras e artesãos da região da Idanha-a-Nova e Paúl, aprendendo, registando, transcrevendo e analisando o processo construtivo, práticas performativas, técnica, linguagem e contexto tradicional actual.

Entre 2012-2015, através do seu projecto AL-DUFF, orientou cerca de 50 workshops sobre o toque tradicional, transcreveu ritmos tradicionais e canções de adufe, fez comunicações em congressos e publicou artigos, participou em programas de rádio e televisão, exposições e nos mais importantes festivais de frame drums da Europa, como o Tamburi Mundi, em Freiburg (Alemanha).

Em 2013 lançou a sua marca de artesão, construindo adufes com sistema de afinação da pele. Esta inovação projecta o adufe, instrumento ancestral, para um novo nível performativo em pleno século XXI dando-lhe versatilidade e fiabilidade.

Estudou percussão erudita na Escola Profissional de Música de Espinho (2002-2005) e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto (2005-2009).

Desde Novembro de 2016, é maestro da Filarmónica Recreio dos Pastores de São João do Pico.

Horário:

15h00

Local:
Teatro Diogo Bernardes