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The Legendary Tigerman

Cultura
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04 Mai
Adicionar a calendário 2019-05-04 22:00:00 2019-05-04 22:00:00 Europe/Lisbon The Legendary Tigerman + Música Teatro Diogo Bernardes

+ Música

A 4 de maio, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, The Legendary Tigerman.

MISFIT assume-se como um ponto de viragem no percurso de Paulo Furtado, já que é o primeiro álbum em que abandona o formato one man band, e conta com a participação de Paulo Segadães, na bateria, João Cabrita no saxofone barítono e Filipe Rocha no baixo.
Aplaudido pelo público e pela crítica, MISFIT, o sexto álbum de THE LEGENDARY TIGERMAN, mereceu destaque nas listas dos melhores discos do ano em meios como a Antena 3, Blitz, SBSR:FM, Expresso e Radar.

"MISFIT
Inadaptado
1. que se inadaptou.
2. que ou aquele que não se adapta a determinado meio, condições, circunstâncias, etc.

Por vezes, para se criar algo de novo é necessário destruir as bases de tudo o que se construiu ou conheceu
antes.

O filme FADE INTO NOTHING (ou a versão em cine-concerto, HOW TO BECOME NOTHING), foi, de muitas maneiras, o ponto de partida para a escrita do meu novo disco, MISFIT.
No início de 2016, tinha chegado ao ponto em que senti que devia compor e gravar novo material, mas não queria começar a trabalhar num novo disco baseado nos pressupostos estabelecidos nos discos anteriores.
Por um lado não queria escrever mais um disco que fundamentalmente fosse sobre mim, por outro queria desesperadamente sair da minha zona de conforto e aventurar-me em novos caminhos. Queria primeiro construir um universo visual que mais tarde pudesse preencher com música.
Contactei a Rita Lino (fotógrafa) e o Pedro Maia (realizador), ambos baseados em Berlim, e cujo trabalho seguia há algum tempo, e desafiei-os para juntos criarmos a viagem de um homem chamado MISFIT, que se dirigia de Los Angeles a Death Valley, com o intuito de se perder (ou encontrar) no deserto e transformar-se em nada.
Tínhamos muitas influências, que fomos trazendo para dentro do projecto, Antonioni, Lynch, Miranda July, Gillian Wearing, Kerouac, entre tantos outros, mas o ponto de partida foi, curiosamente, um livro muito peculiar chamado HOW TO DISAPPEAR COMPLETELY AND NEVER BE FOUND, de Doug Richmond. Foi isso que nos trouxe para o projecto esta obsessão do desaparecimento.
Em Maio de 2016, dirigimo-nos para Los Angeles, com uma mala cheia de filme de Super8 e filmes de 35mm e uma dúzia de câmaras analógicas, e durante 12 dias viajámos até que chegámos ao nosso destino final, Death
Valley.
Dormíamos em motéis de beira de estrada e todos os dias me levantava muito cedo, por volta das 06h30, e escrevia uma nova entrada no (falso, ou não tão falso) diário deste homem. Imediatamente a seguir, gravava-o no meu telefone e num pequeno gravador de fita e partilhava a gravação com o Pedro e a Rita, que dormiam noutro quarto. Eles ouviam as palavras no diário, que iriam de certa forma influenciar o dia de gravações, e a rodagem
começava, prolongando-se muitas vezes até à noite, no próximo motel onde haveríamos de parar.
Antes de dormir, tentava sempre escrever uma nova canção.
Queria escrever canções que fossem directamente influenciadas pelo deserto, pelo calor, pelos personagens e situações que fomos encontrando, mas também pelo sofrimento e prazer desta viagem. Mas o fundamental para mim era tentar ver e escrever pelos olhos deste homem, MISFIT.
Red Sun, Black Hole, Sleeping Alone, Motorcycle Boy, Holy Muse, Child of Lust, The Saddest Girl on Earth e Fix of Rock´n´Roll foram as primeiras canções a sair destas sessões nocturnas.
Red Sun nasceu como um mantra na minha cabeça, enquanto caminhava pelo deserto de sal branco em Death Valley, enquanto voltava para o carro, que estava uns quilómetros mais longe, depois de filmar a última cena de
nú de FADE INTO NOTHING, a suar em bica e a lutar contra o calor abrasador que me tinha beijado o corpo.
Depois de regressar desta viagem, enquanto acabava a banda sonora do filme e fechávamos a edição, comecei o processo de ensaios com o Paulo Segadães (bateria e voz) e o João Cabrita (saxofone, teclas, baixo e vozes),
para definir o som que teria este disco.
Eu estava à procura de uma parede de som, mas uma que nunca tivesse ouvido antes.
Contactei o Dave Catching, guru do Rancho de La Luna, no coração do deserto de Joshua Tree, na Califórnia, para saber se o Rancho estaria disponível. Estava.
Tinha ouvido vários discos gravados lá e lido várias histórias sobre o local e adorava a vibração que tinha sentido nisso tudo.
Em Dezembro de 2016, voltámos ao deserto, por mais doze dias.
Passámos estes dias em Joshua Tree, dormindo no High Desert Motel, a 5 minutos a pé do lendário Rancho de La Luna, e vivendo a vida calma e lenta do deserto, entre o estúdio, o Joshua Tree Sallon e o Pappy and Harriets,
em Pionner Town.
A parede de som acabou por ser encontrada; A guitarra ligada a uma série de pedais de efeitos e a tocar em cinco amplificadores diferentes simultaneamente, baixos de moog, sequenciados ou eléctricos, as cordas sintéticas de um velho teclado Crumar, o saxofone barítono do João Cabrita e a bateria pesada do Paulo Segadães, tudo isso nos ajudou a criar este som de rock´n´roll que nunca tínhamos ouvido antes.
Enquanto o Dave cozinhava o jantar, comida da Lousiana ou tex-Mex, regada com vinho tinto, cerveja Modelo e tequila, fomos gravando em takes ao vivo as canções que agora podem ouvir, adensando a parede de som com overdubs de outros instrumentos.
O quarto do Dave era a sala de amplificadores, com incríveis amplificadores vintage, VOX e SUPRO, que ajudaram, em conjunto com tantas outros instrumentos que lá encontrámos, a construir o som de MISFIT. Tudo
soava bem, e tudo fazia sentido.
Em Fevereiro de 2017, o produtor e músico francês Johnny Hostile (Savages, John & Jehn), co-produtor do disco, começou as misturas, em Paris.
O Johnny foi uma peça essencial desta equação ruidosa, e há muito tempo que trocávamos ideias sobre como queríamos que o disco soasse. Acerca de Motorcycle Boy escreveu: That song calls for a very fucked up guitar sound. It should totally remind a bike engine. Big fat drum sounds are needed too”. Diria que conseguimos lá chegar.
As suas opiniões foram sempre certeiras e directas, e logo que recebi as primeiras misturas percebi que estávamos no caminho certo e em sintonia.
O meu desejo original era gravar este disco num estúdio “clássico” e muito simples, mas ainda assim poderosamente equipado, no meio do deserto e depois misturar com alguém que tivesse uma abordagem fresca e nova ao Punk e Rock´n´Roll, de modo a conseguir criar uma sonoridade que estivesse verdadeiramente assente no séc. XXI.
Depois das misturas, o Johnny sugeriu que o homem certo para masterizar o disco seria o John Davis, o homem responsável pelas masterizações de Born to Die, de Lana de Rey ou Adore Life, das Savages, entre muitas outras. Ele estava certo, ele fez um trabalho notável.
A determinada altura da gravação, o Dave Catching perguntou como chamávamos ao estilo de música que tocávamos. Para mim era claro que estávamos a tocar Rock´n´Roll, mas para ele não. Fiquei feliz com isso.

Estou muito orgulhoso deste disco, e espero que se consigam sentir tão apaixonados por ele quanto eu."

Paulo Furtado

Horário:

22h00

Local:
Teatro Diogo Bernardes
Preço:

10,00€

Informação adicional:

Os bilhetes (10,00€) serão disponibilizados a partir das 9h00 do dia 24 de abril (quarta-feira).

O número máximo de entradas a adquirir será de 4 bilhetes por pessoa, apenas no caso de existirem filas para a procura dos mesmos, podendo ir até ao máximo de 6 bilhetes por pessoa no caso de espectadores que pretendam adquirir a totalidade de lugares de uma frisa ou camarote de 1.ª classe ou camarote de 2.ª classe, com esse número de lugares (6 lugares), conforme constar na planta de lugares publicitada na Bilheteira do Teatro Diogo Bernardes e no website municipal, também apenas no caso de existirem filas para a procura dos mesmos (http://www.cm-pontedelima.pt/thumbs/uploads/writer_file/image/2230/MapaTDB_Final_1_1024_2500.jpg).

Relativamente aos pedidos realizados por correio electrónico, apenas serão atendidos os recebidos a partir da hora e data de disponibilização na bilheteira física, divulgada no mural oficial do facebook, nas mesmas condições acima indicadas e após serem satisfeitas as aquisições presenciais.

Maiores de 6 anos.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.