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Indignu [lat] & convidados

Cultura
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11 Jan
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 Música

Teatro Diogo Bernardes

 Música

A 11 de janeiro, às 21h30, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, indignu [lat] & convidados apresentam o mais recente trabalho da banda, Umbra.

Perseguindo sombras 

Dizem, por vezes, que o inferno desce à Terra, nas horas em que, à falta de melhor representação, se procura ilustrar um cenário de horror e de catástrofe. O que não dizem é que as fronteiras que separam a realidade e as coisas corpóreas do sentido figurativo de uma força de expressão podem, eventualmente, ser mais volúveis do que julgamos. Nos dias 17 de Junho e 15 de Outubro de 2017, esses limites pareceram perturbadoramente frágeis, enquanto olhávamos imagens de uma calamidade que, até então, conhecêramos apenas da Literatura ou de produções cinematográficas. Vimos estradas e aldeias inteiras envoltas em chamas, florestas consumidas até à última raiz; vimos total desamparo e impotência, o angustiante fado de centenas de pessoas; vimos cada tonalidade de um inferno qualquer. No fim, massas negras de fumo e cinza, suspensas sobre a devastação, como sombras no céu.

Quis o acaso que, entre as duas trágicas datas, os indignu compusessem o seu novo trabalho de originais, e gravassem-no sob a penumbra e a fuligem que pairou, depois, nos ares. Chamaram-lhe, inelutavelmente, Umbra. Um disco encoberto pela melancolia, confinado a essa dor de espírito, que presta uma sentida e elegíaca homenagem às vítimas dos incêndios que assolaram o território português. Se no passado viajámos pelos mares epopeicos e turbulentos de Odyssea (2013) ou oscilámos entre os pólos eufóricos e herméticos de Ophelia (2016), agora a jornada cumpre-se na memória e num inevitável envolvimento emotivo com os nefastos acontecimentos do Verão passado.

Ao longo da sua carreira, o conjunto barcelense nunca se regeu pelos (não raras vezes vulgarizados) cânones do post-rock ou pela segurança de uma fórmula a priori triunfante. A sua música é feita do que sentem, dos momentos que se atravessam diante de si; um reflexo de alma, se quiserem. Uma evidência dessa candura e emancipação é o facto de todos os seus álbuns, embora sem abandonarem a essência da banda, serem intrinsecamente diferentes entre eles, quer na estrutura das composições, quer nas suas vagas de intensidade e trechos de quietação, ou mesmo na heterogeneidade dos papéis atribuídos à componente melódica. Em Umbra, as melodias têm um peso nos ombros, carregam a dor e a nostalgia de um povo. Isso ressoa nos ouvidos, sente-se no peito – da reacção física à emocional, vai um efémero instante. Particularmente através das cordas que lamuriam o sofrimento dos violinos, sustentados por densas e preciosas ambiências, ou quando a eles se junta a electricidade das guitarras, granjeando paisagens e erupções sonoras de uma beleza violentamente hipnótica.

Tudo é imenso. Tudo é esteado em harmonia e significado, enlevo e sentimento. Fechar os olhos é ficar suspenso no momento, encerrado num mundo de sombras, de silhuetas mais ou menos distintas – consoante o que nos permitimos ver –, pleno de nuances, percussões eufónicas e acordes dilacerantes, teclas tempestivamente condoídas e suspiros de violino a conduzirem uma orquestração ao seu fadário. E o verbo. Para quando o silêncio tencione se abater, ficarmos com a palavra cantada, numa voz transgeracional como a de Manel Cruz ou de Ana Deus. Tudo, menos silêncio. Tudo, menos algo que prenuncie o fim da experiência, da contemplação interior, da saudade profunda, de tudo o que é imenso em Umbra.
(www.planetapostrock.com)

Horário:

21h30

Local:
Teatro Diogo Bernardes
Preço:
4,00 €
Informação adicional:

Os bilhetes (4,00€) serão disponibilizados a partir das 9h00 do dia 18 de dezembro (terça-feira).

O número máximo de entradas a adquirir será de 4 bilhetes por pessoa, apenas no caso de existirem filas para a procura dos mesmos, podendo ir até ao máximo de 6 bilhetes por pessoa no caso de espectadores que pretendam adquirir a totalidade de lugares de uma frisa ou camarote de 1.ª classe ou camarote de 2.ª classe, com esse número de lugares (6 lugares), conforme constar na planta de lugares publicitada na Bilheteira do Teatro Diogo Bernardes e no website municipal, também apenas no caso de existirem filas para a procura dos mesmos (http://www.cm-pontedelima.pt/thumbs/uploads/writer_file/image/2230/MapaTDB_Final_1_1024_2500.jpg).

Relativamente aos pedidos realizados por correio electrónico, apenas serão atendidos os recebidos a partir da hora e data de disponibilização na bilheteira física, divulgada no mural oficial do facebook, nas mesmas condições acima indicadas e após serem satisfeitas as aquisições presenciais.

Maiores de 6 anos.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.